
VIVIENNE WESTWOOD AUTUMN WINTER 2011
Querido amigo,
Desculpe-me, sumir um pouco, espero que entenda e que lembre-se: sou assim. Você me conhece tão bem, sabe que quando me sinto solitária eu me fecho para o mundo, sabe que faço o contrario que as pessoas “normais” fazem, quando me sinto abandonada, eu acabo abandonando a todos que amo, e quem sofre? Bem, além de mim, eu te faço sofrer, eu sumo, não dou noticias, desapareço… Sim, parece loucura, mas é meu jeito de encarar o fato. Quando sinto que fui deixada pra trás, eu entro em desespero, imagino coisas, vejo todos me largando em um canto qualquer, então eu tomo essa decisão, de abandonar antes de ser abandonada. Me perdoe,se eu tomo decisões que te machucam… Mas, o fato de ser esquecida me assusta, então eu machuco os outros, por medo de ser machucada (por medo de ser machucada novamente)… —Resquícios de uma carta perdida… (via pseudomorte)
Desculpe-me, sumir um pouco, espero que entenda e que lembre-se: sou assim. Você me conhece tão bem, sabe que quando me sinto solitária eu me fecho para o mundo, sabe que faço o contrario que as pessoas “normais” fazem, quando me sinto abandonada, eu acabo abandonando a todos que amo, e quem sofre? Bem, além de mim, eu te faço sofrer, eu sumo, não dou noticias, desapareço… Sim, parece loucura, mas é meu jeito de encarar o fato. Quando sinto que fui deixada pra trás, eu entro em desespero, imagino coisas, vejo todos me largando em um canto qualquer, então eu tomo essa decisão, de abandonar antes de ser abandonada. Me perdoe,se eu tomo decisões que te machucam… Mas, o fato de ser esquecida me assusta, então eu machuco os outros, por medo de ser machucada (por medo de ser machucada novamente)… —Resquícios de uma carta perdida… (via pseudomorte)
Escuto, em dias de chuva, as vidas amargas, iludidas, gritando como almas condenadas eternamente ao inferno ou ao desprezo. Cada berro e cada gota de sangue infantil que se esvai, abafados por um tilintar agonizante que o céu faz descer, abafados pelo cheiro gostoso de terra molhada (que na verdade não passa do cheiro de bactérias mortas), eu escuto, eu vejo, eu sinto. Eu sinto a verdade e a agonia que aparece no céu cinzento, a verdade tão minha, o segredo tão meu, exposto como uma pintura esquizofrênica. Uma pintura esquizofrênica que é cômica e poética feito o amor de um desiludido. Eu vejo, em dias de chuva, lágrimas enormes que aparecem nas estatísticas em forma de catástrofe ou sonho. Eu vejo, em dias de chuva, as inúmeras outras lágrimas depressivas que não aparecem sequer no canto do olho. Lágrimas abafadas de vidas amargas e iludidas. Pelo vidro molhado escorre a invisibilidade e a pequenez dos humanos diante do choro de algo ou alguém que guardou dentro do peito toda a mágoa do mundo. O trânsito caótico, os guarda-chuvas coloridos que são como estrelas inúteis numa noite sem lua, a música triste, a xícara de chocolate quente, a terrível sonolência e as poças d’água refletindo uma imensidão moribunda. Eu imagino, em dias de chuva, que o infinito é algo maquiado e que todo o líquido transparente que cai ninguém sabe de onde é, na realidade, as cascas dos amores mortos que precisam ser tirados dali pra que outros possam nascer, crescer e morrer. Amores fracassados que caem nas nossas cabeças como uma vingança natural, atrasando nossos compromissos, cancelando nossos voos e enrolando cordas nos nossos pescoços, porque sim, não temos culpa de todo o amor do mundo, mas temos culpa por amar e a solidão é uma espécie de amor autossuficiente, igualmente fracassado. Igualmente fracassado, eu sei. Em dias de chuva, o universo descansa e se alivia, de todos os pesos que a humanidade o faz carregar, de toda a exigência e de toda a poesia, e chora, chora, chora, abafando os pedidos de socorro das tais vidas amargas e desiludidas, das tais almas que gritam pra se livrarem do inferno ou do desprezo.
Eu penso, finalmente, em dias de chuva, que também vai chegar a minha hora de chover. —Cinzentos (via pseudomorte)
Eu penso, finalmente, em dias de chuva, que também vai chegar a minha hora de chover. —Cinzentos (via pseudomorte)

╰☆╮
Bom, é mais ou menos o seguinte: eu tive um amor. E você sabe, essas coisas são complicadas demais, você sente sem medir a intensidade e sem pensar nos estragos que isso pode trazer, você só se entrega sem desejar nada impossível em troca, apenas uma mera reciprocidade ou apenas um sinal de que aquilo tudo não vai acabar em uma página amassada numa lata de lixo ao lado da escrivaninha. Eu tive um amor por muitos meses, mas sabe qual é o problema com tudo isso? Eu tive um amor, mas ele não me teve. —Tickets of Cassie. (via distanciarei)
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